Vejam que linda foi nossa Coroação de Nossa Senhora....
sábado, 26 de julho de 2014
Domingo de Ramos
Olá meus queridos,
Recebi da nossa querida fotografa da Paróquia a Maricelia, algumas fotos do Domingo de Ramos.
Espero que gostem...
Recebi da nossa querida fotografa da Paróquia a Maricelia, algumas fotos do Domingo de Ramos.
Espero que gostem...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Santa Rita de Cássia
Dia 22/05 é o dia dedicado a Santa Rita de Cássia.
Esta semana, encaminhei para todos vocês, um resumo da vida de Santa Rita de Cássia, mas como sou uma verdadeira devota de Santa Rita, senti que valeria a pena, postar aqui, toda a vida dela, para que assim como eu, possam se apaixonar por uma Santa tão corajosa e guerreira que foi Santa Rita.
Espero que gostem e fiquem com Deus !!
Esta semana, encaminhei para todos vocês, um resumo da vida de Santa Rita de Cássia, mas como sou uma verdadeira devota de Santa Rita, senti que valeria a pena, postar aqui, toda a vida dela, para que assim como eu, possam se apaixonar por uma Santa tão corajosa e guerreira que foi Santa Rita.
Espero que gostem e fiquem com Deus !!
Santa Rita de Cássia
Santa dos Impossíveis e Advogada
das Causas Perdidas.
das Causas Perdidas.
Exemplo de virtude em todos os estados de vida pelos quais passou. Sua intercessão é tão poderosa, que se tornou advogada de pessoas com problemas insolúveis
Dedicação e amor a Deus talvez sejam as qualidades que mais definam o caráter de Santa Rita de Cássia; essa mulher humaníssima agüentou como poucos a “tragédia da dor e da miséria, moral e social”.
Rita nasceu na Úmbria, bispado de Espoleto, em Roccaporena um pequeno povoado de Cásscia (Província de Perúgia) na Itália no dia 22 de maio de 1381.
Seus pais, Antonio Mancini e Amata Serri, ambos católicos praticantes, já eram de idade provavelmente casaram em 1339 e tiveram sua única filha, Rita, depois de mais de 40 anos de casados. Seu nascimento foi um grande milagre. Foi batizada, e recebeu a primeira Eucaristia na Igreja de Santa Maria dos Pobres, em Cássia.
Conta uma história que, certa vez, seus pais a levaram para o campo e, enquanto trabalhavam na roça em seus afazeres, deixaram a recém-nascida debaixo de uma árvore, na sombra num berço dormindo. Um enxame de abelhas brancas como a neve voou até a menina e girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.
Um homem que passava por ali, e que tinha pouco antes ferido a mão, ao ver Rita e as abelhas, gritou assustado aos seus pais. As abelhas foram embora e o homem teve a mão curada naquele mesmo instante.
O CASAMENTO FORÇADO E INFELIZ.
Foi num lar católico que Rita cresceu. Antonio e Amata a educaram na fé em casa, e a ensinaram a rezar. Desde a infância, ela demonstrou uma grande afeição a Nossa Senhora e a Jesus Crucificado.
Na adolescência os 12 anos, tinha um desejo intenso de consagrar-se a Deus na vida religiosa. Em Cássia havia um mosteiro das monjas agostinianas. Seus pais, porém, já idosos, queriam que ela se cassasse.
Seu temor a Deus e a obediência que mostrava ter aos seus pais a obrigaramrenunciar ao seu desejo de se entregar a religião e se fechar em um convento, para aceitar abraçar o matrimônio com um jovem rapaz da religião, tido como violento daqueles que “não levava desaforo pra casa”, chamado Paulo Ferdinando.
Rita foi obediente, casou-se. Ele se embriagava com freqüência, brigava com os amigos e, chegando em casa, espancava Rita. Houve uma ocasião em que Rita esteve à beira da morte de tanto apanhar do marido.
Foram muitas as vezes em que Rita não foi à igreja porque Paulo Ferdinando a impediu de ir. Ela, contudo, rezava por ele diante do crucifixo, pedindo pela conversão.
Durante o seu matrimônio, Santa Rita de Cássia era uma mulher doce, preocupada com o bem-estar de seu marido. Mesmo consciente de seu caráter violento, sofria, mas rezava em silêncio, oferecia tudo a Deus.
A bondade de Santa Rita de Cássia era tão aparente que seu marido foi contagiado por ela. Passado um tempo, e perseverando Rita na oração pelo seu marido, Paulo Ferdinando caiu aos seus pés, pediu perdão a ela e a Deus, e mudou sua vida e seus costumes. Rita feliz, agradeceu a graça recebida.
Rita e Paulo Ferdinando tiveram dois filhos: Tiago Antonio e Paulo Maria. Ambos foram educados na fé por seus pais e, com Rita, constantemente saíam de casa para visitar os enfermos e os pobres.
SOFRIMENTO DESDE JOVEM.
Em 1402 morreram Antonio e Amata, pais de Rita. Seu pai morreu aos 19 de março e sua mãe aos 25 do mesmo mês, com 90 anos.
Logo depois, alguns antigos inimigos de Paulo Ferdinando, por vingança o assassinaram. Os filhos, já crescidos, e influenciados por amigos, planejaram vingar a morte do pai.
Rita, ao saber do desejo dos filhos Rezou, pedindo a Deus que tirasse este desejo do coração de seus filhos, ou, se fosse vontade divina, que os levasse para a glória do Céu para obterem a salvação, mas que não fossem assassinos. Deus ouviu suas preces, ambos adoeceram, e Rita cuidou deles com amor. Depois de pouco tempo, Tiago Antonio e Paulo Maria morreram.
A mãe carregou no coração a grande dor da perda dos pais, do marido e dos filhos sem perder a fé. Perdoou publicamente os assassinos de Paulo Fernando.
A SOLIDÃO NO MUNDO.
Sozinha no mundo, Rita transformou-se numa mulher de oração. Além do trabalho doméstico, ela continuava a visitar os enfermos e os pobres.
Participava da missa no mosteiro das agostinianas. Um dia, procurou a superiora e pediu-lhe para ingressar na ordem, mas não foi aceita. Provavelmente, por ser viúva e não ser mais virgem. As irmãs tinham medo também dos inimigos de Paulo Fernando, já que eles continuavam a ameaçar Rita. Por três vezes Rita pediu para ser admitida no mosteiro, e por três vezes ouviu o “não” da superiora. Rita vivia em casa, sozinha.
MOSTEIRO DAS IRMÃS AGOSTINIANAS
Vivendo em casa, Rita vivia como se estivesse no mosteiro.
Num dia, a noite em profunda oração, ouviu um chamado: "Rita! Rita!". Abriu a porta e eram três homens que foram à sua casa. Ao acolhe-los, ela os reconheceu. Eram os seus três santos protetores: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino.
Levantou-se e seguiu seus santos protetores. Era noite, e a porta do convento estava fortemente trancada. Eles então a levaram no interior do mosteiro das agostinianas, em Cássia.Ao amanhecer, as religiosas agostinianas ficaram estupefatas ao verem Rita, na capela do convento, rezando, sendo que a porta estava fechada.
As religiosas, a começar pela superiora, ficaram pasma com a presença de Rita, mesmo estando fechadas as portas do mosteiro. Vendo que era Deus que destinava à vida religiosa, a recebera na Ordem. Há quem veja o acontecimento afirmado que, ao ser aceita no mosteiro, Rita atribuiu a graça aos seus santos protetores.
No mosteiro, Rita mostrou-se serviçal e contemplativa. Ao mesmo tempo em que estava disponível às irmãs, servindo-as, também estava em constante oração, passando muitas horas diante de Jesus crucificado. Mesmo no mosteiro, continuou a sair para visitar os enfermos e os pobres. Enfrentou dificuldades e tentações; a tudo superou na força da fé.
OBEDIÊNCIA TAMBÉM NO CONVENTO.
Consciente de que obedecendo à superiora, obedeceria a Jesus.
Certo dia, a superiora, para pô-la a prova, pediu-lhe que, todos os dias, regasse um galho seco pela manhã e à tarde. Em sinal de obediência, Rita o fez com todo o carinho e, tempos depois, milagrosamente, o galho seco se transformou em uma bela videira. Esta ainda existe, em Cássia, e continua produzindo uvas.
O ESPINHO DA COROA DE JESUS.
A devoção a Jesus crucificado sempre foi uma constante na vida de Rita. No ano de 1443, Tiago della Marca- depois canonizado – pregou um retiro em Cássia sobre a Paixão e a Morte de Jesus.
Voltando para o mosteiro depois de uma das pregações, Rita prostrou-se diante do crucifixo, na capela, e pediu para participar de alguma forma, da Paixão do Senhor. Foi quando um espinho da coroa de Cristo se destacou e feriu profundamente sua fronte, e ela desmaiou. Ao acordar, tinha uma ferida na testa. Com o tempo, essa ferida tornou-se mal-cheirosa. Rita então passou a viver numa cela à parte, distante das demais monjas; uma religiosa levava alimento a ela, diariamente. A ferida causava muitas dores; tudo ela oferecia a Deus. Por 15 anos Rita carregou consigo a marca feita pelo espinho da coroa de Cristo.
CURAS E PEDIDOS.
O povo de Cássia, atento ao que acontecia no mosteiro, percebeu que havia algo de diferente em Rita. Muitos Ian até ela e pediam a sua intercessão, e eram atendidos. Em pouco tempo sua fama de santidade se espalhou pela região.
A PEREGRINAÇÃO A ROMA.
Em 1450 o papa Nicolau V proclamou o Ano Santo. De toda parte pessoas iam a Roma em busca de indulgências. As monjas agostinianas de Cássia tomaram a decisão de ir a Roma. Rita queria receber as indulgências plenárias - perdão de todos os pecados - mas, devido a ferida fétida e por estar doente, não obteve da superiora permissão para participar da peregrinação. Diante do crucifixo, ela rezou, pediu a Jesus que retirasse temporariamente a ferida de sua fronte, mas mantivesse a dor para que pudesse ir a Roma. E conseguiu tal milagre. Rita foi a Roma, viu o Papa, obteve as indulgências, visitou os túmulos de Pedro e Paulo e outros lugares sagrados (igrejas). A viagem foi difícil, em parte feita a pé. Rita em nenhum momento perdeu a coragem e o ânimo. Ela estava, então, com 60 anos e, durante toda peregrinação, sentiu a dor do espinho (na fronte). Ao retornar a Cássia, a ferida voltou a se abrir, e a cada dia mais pessoas a visitavam para pedir a sua intercessão diante de Deus.
O ENFRAQUECIMENTO DO CORPO.
Aos poucos a saúde de Rita foi se debilitando, até o momento em que já não mais se alimentava, vivendo apenas da Eucaristia. Permaneceu doente por quatro anos, até a morte.
O MILAGRE DA ROSA.
Já no leito de morte uma parente de Rita a visitou no inverno, quando tudo estava coberto pela neve. Ao se despedir, a parente perguntou se Rita queria algo. Ela disse que sim, e pediu uma rosa do jardim de sua antiga casa, em Roccaporena. A parente julgou que ela estava delirando; desde quando havia rosas no inverno? Para atender o pedido foi em sua antiga casa e chegando em sua vila, a surpresa: Milagrosamente em meio à neve, havia uma rosa magnífica! A parente a colheu e levou para Rita, que agradeceu a Deus por Sua bondade.
A MORTE DE SANTA RITA.
Com o corpo debilitado pela falta de alimento, Rita pediu o Viático e recebeu a Unção dos Enfermos. O tempo todo tinha, sobre o peito, um crucifixo. Morreu no dia 22 de maio de 1457, aos 76 anos de idade, e tendo passado 40 anos no mosteiro. A ferida em sua fronte cicatrizou assim que ela morreu e, em lugar do mau cheiro, passou a exalar um suave perfume. Seu rosto tornou-se sorridente, como quem está pleno de contentamento.
CORPO DE SANTA RITA APÓS A MORTE.
Uma grande multidão acorreu ao oratório do mosteiro, para velar o seu corpo. No local da ferida, apenas a marca do que fora o sinal provocado pelo espinho. Todos olhavam para ela admirados, e louvavam a Deus. Já era tida como santa pelo povo. Rita não foi sepultada; seu corpo ficou exposto no oratório até 1595, ocasião em que foi transladado para a igreja anexa ao mosteiro, hoje dedicado a ela. O seu corpo permanece intacto.
OS MILAGRES.
Muitos fatos extraordinários e milagres de Deus são atribuídos à intercessão de Santa Rita, conhecida como a SANTA DOS IMPOSSÍVEIS.
São muitas as pessoas que visitam a capela onde Rita recebeu o espinho da coroa de Cristo, bem como a igreja de Cássia, onde está o seu corpo. São inúmeros os testemunhos de conversão, milagres e curas.
A DEVOÇÃO MUNDIAL
A devoção a Rita não ficou restrita a Cássia, nem a Itália. Espalhou-se por todo o mundo. Muitas são as igrejas dedicadas a ela.
A CANONIZAÇÃO DE SANTA RITA.
Rita foi beatificada duzentos anos depois de sua morte, em 1628. O papa Leão XIII, aos 24 de maio de 1900, a canonizou.
SOCIEDADE DAS OBRAS DE CARIDADE
Um ano após a canonização de Rita, o padre Salvador Font, da Ordem dos Agostinianos, fundou a Sociedade das Obras de Caridade de Santa Rita. São senhoras que recolhem donativos e costuram roupas com as próprias mãos, para depois oferecê-las aos enfermos e pobres. São imitadoras e discípulas de Santa Rita.
AS LIÇÕES DEIXADAS POR RITA.
Eis algumas dentre muitas outras lições que podemos tirar da vida de Santa Rita de Cássia:
1. Ela colocou a vontade de Deus acima de tudo;
2. Ela foi perseverante na oração e no perdão;
3. Ela sempre esteve a serviço dos enfermos e dos pobres;
4. Ela foi fiel à Igreja;
5. Ela amou a sua família;
6. Ela transformou o sofrimento em amadurecimento humano e espiritual;
7. Ela praticou o jejum como caminho para a doação ao próximo e como comunhão com Deus;
8. Ela alimentava-se da Eucaristia, de onde tirava coragem e força;
9. Ela acreditou no amor de Deus em todos os momentos da vida e, Ela nunca se cansou de interceder por aqueles que pediam a sua intercessão.
“Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus todo-poderoso, porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana” (João Paulo II, no centenário da canonização de Santa Rita de Cássia).
quarta-feira, 7 de maio de 2014
A família que reza, permanece unida !
Olá gente
Uma orientação muito segura para os pais:
Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar.
Dom Bosco, grande “Pai e mestre da Juventude”, ensinava que não é possível educar os filhos sem a religião.
É no colo do pai e da mãe, principalmente da mãe, que o filho se torna religioso.
texto: Professor Felipe Aquino
Deus abençoe
Atividade com a oração Ave Maria
Olá pais e catequistas, a paz de Jesus!!
Como estamos em Maio mês dedicado a Nossa Senhora, que tal fazer uma atividade com os catequisandos falando sobre a Ave-Maria?
É simples e vai fazer com que eles conheçam um pouco mais sobre essa oração que fala de nossa mãezinha do céu.
Vamos aprender brincando ?????
Olá criançada, vamos aprender mais um pouquinho sobre Maria, mas agora vamos aprender brincando.
Peças para um adulto imprimir os desenhos, para vocês colorirem, e fazerem as atividades sobre Maria nossa mãe. Não é divertido?
Espero que gostem...
Um grande abraço e fiquem com Deus !!!!
Peças para um adulto imprimir os desenhos, para vocês colorirem, e fazerem as atividades sobre Maria nossa mãe. Não é divertido?
Espero que gostem...
Um grande abraço e fiquem com Deus !!!!
Lindo desenho para colorir!!!
Este desenho representa a passagem bíblica Lc1, 42 "Maria visita sua prima Isabel" . Leiam em casa, para saberem mais sobre nossa mãezinha.
Vamos ao desafio? Que tal uma cruzadinha para testarmos nossos conhecimentos. Vamos lá criançada...
Maria nossa mãe - Parte V
MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE
Nos últimos momentos de vida do SALVADOR, aos pés da Cruz, junto com as Santas
Mulheres e o Apóstolo João, NOSSA SENHORA recebeu a conclusão do testamento de seu Divino FILHO. O SENHOR entregou-nos Sua MÃE, para ser também "a Mãe de cada um de nós". Sem dúvida, foi o mais querido e valioso presente para a humanidade de todas as gerações, o melhor de todos afinal, porque nossa MÃE SANTÍSSIMA sempre foi a MÃE perfeita de JESUS.
Na sequência dos anos, a VIRGEM MARIA jamais faltou ou negligenciou a escolha feita pelo seu Divino FILHO, ao contrário, sempre solícita e atenciosa, revelou-se uma MÃE excepcional e admirável, desde a primeira comunidade cristã quando participava e acompanhava as principais reuniões dos Discípulos. Embora não chefiasse os Apóstolos, sua presença lembrava o SENHOR JESUS e se impunha, por sua personalidade, sabedoria e caráter inconfundíveis. Muitas vezes, para se orientarem melhor em suas decisões, os Discípulos tomavam conselhos e pediam sugestões a MARIA, porque na realidade, sua palavra trazia uma incandescente luz a problemas que de inicio, pareciam impossíveis de serem resolvidos. Eles sentiam que o ESPÍRITO DO SENHOR falava pelos seus lábios...
Todos que a procuravam, recebiam uma especial atenção, os mais zelosos cuidados, orientando-lhes e oferecendo-lhes opções de viver, propiciando-lhes a escolha do melhor caminho, da vereda mais sólida e segura para encontrar a perfeição espiritual, o polimento moral, para finalmente poderem seguir na direção do CRIADOR.
Também em MARIA estava toda a história de JESUS!...
Quantas vezes vinham caravanas de peregrinos para estar com Ela e conhecerem de viva voz aquelas deliciosas lembranças de seu Divino e tão amado FILHO!...
E quantas e quantas vezes também, os Discípulos sentavam-se ao seu redor e pediam que lhes contassem passagens da Vida de NOSSO SENHOR, que Ela descrevesse os seus hábitos mais íntimos, assim como detalhes de sua maneira pessoal de ver e analisar os fatos e as coisas do cotidiano!...
Eram lições de ternura, de uma permanente fidelidade e um imenso e ilimitado amor.
Sempre que as terminava, deixava escapar de seus encantadores olhos uma expressão de saudade. Uma furtiva lágrima deslizava suavemente pelo contorno de sua face emocionada e caia no chão.
É tradição cristã que aos 72 anos de idade despediu-se de sua vida terrestre. Dizemos despediu-se, porque no sentido correto da palavra, ela não morreu, teve um"sono transitório" e foi transportada para os Céus, em Corpo e Alma, por um sonoro cortejo de Anjos. E nada mais natural que tenha sido assim, uma vez que a morte é o castigo infligido a Adão e a sua descendência (a humanidade), por causa do pecado original e dos pecados subsequentes. MARIA teve a sua conceição imaculada e estava cheia de graças, pelo mérito de ser a MÃE DO SENHOR JESUS. Protegida pelo ESPÍRITO SANTO, não cometeu nenhum pecado, por menor e mais leve que fosse. Por conseguinte, Ela não morreu, sua vida teve um fim, atingiu o seu escopo. Fechou os olhos para dormir e acordou na eternidade. Afinal, aquele Corpo Imaculado não podia ser desfeito na sepultura como um corpo qualquer.
A Igreja comemora a Festa da Assunção de NOSSA SENHORA aos Céus no dia 15 de Agosto desde o século V. Em 1º de Novembro de 1950, o Papa Pio XII definiu solenemente como dogma, o fato de ter sido o corpo de MARIA levado ao Céu pelos Anjos, depois de sua morte, estando unido a sua alma na eternidade.
E depois, no Céu, todo o seu amor, aquele carinho profundo e sem limites pelo PAI ETERNO e pelas coisas Divinas, estenderam-se à toda humanidade. Junto de DEUS, como auxiliar preciosa e eficaz, continua de maneira admirável sua maternal obra em benefício daqueles que buscam a sua inefável e tão querida proteção, assumindo verdadeiramente o lugar de Mãe da humanidade.
Desde longa data, vem aparecendo a videntes em notáveis manifestações sobrenaturais, trazendo mensagens, ensinamentos e deixando ao alcance de todos a última Vontade do SENHOR, para que todos os seus filhos sejam orientados pelo caminho do direito, da justiça e do amor fraterno, procedendo conforme o Desejo Divino. Em cada local aparece de modo diferente, tanto no vestuário como fisionomicamente, recebendo na Aparição um nome que traduz um desejo Dela ou identifica o lugar da ocorrência. É assim que nossa MÃE SANTÍSSIMA, embora seja uma só, é conhecida por: NOSSA SENHORA DO CARMO, NOSSA SENHORA DE LOURDES, NOSSA SENHORA APARECIDA, NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA, NOSSA SENHORA DE NAZARÉ, NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, NOSSA SENHORA DE MEDJUGORJE, NOSSA SENHORA DE AKITA, NOSSA SENHORA DA VITÓRIA, IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, NOSSA SENHORA DE NAJU, NOSSA SENHORA DA PENHA e tantos outros nomes.
É por isso que ao olharmos uma imagem da VIRGEM MARIA, sentimos um alento indescritível no coração, um animo acalentador que nos revigora espiritualmente e conforta a alma. É o aroma de seu imenso e grandioso amor, que transbordando desde a eternidade, inunda as suas imagens de uma ternura sem par.
Por essa razão, pensando Nela lembrei-me do apaixonado soneto de Antero de Quental: "A VIRGEM MARIA".
Num sonho todo feito de incerteza,
De noturna e indizível ansiedade,
É que eu vi Teu olhar de piedade,
E mais que piedade, de tristeza ...
De noturna e indizível ansiedade,
É que eu vi Teu olhar de piedade,
E mais que piedade, de tristeza ...
Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade.
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza.
Nem o ardor banal da mocidade.
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza.
Um místico sofrer, uma ventura,
Feita só de perdão, só de ternura,
E da paz da nossa hora derradeira.
Feita só de perdão, só de ternura,
E da paz da nossa hora derradeira.
Ó visão, visão triste e piedosa,
Fita-me assim calada, assim chorosa,
E deixa-me sonhar a vida inteira.
Fita-me assim calada, assim chorosa,
E deixa-me sonhar a vida inteira.
Maria nossa mãe - Parte VI
ACONTECIMENTOS DIVERSOS
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JOSÉ, MARIA e JESUS, receberam a visita dos três Reis Magos que vieram do Oriente, orientados por uma estrela do SENHOR, para adorar o MENINO-DEUS.
Os Magos eram homens versados em ciências naturais, especialmente em astrologia. Por esse motivo, souberam encontrar a estrela de DEUS e seguiram o seu caminho. Gaspar, Baltasar e Melquior trouxeram presentes para o MENINO-JESUS: um deposito com ouro, em homenagem à sua realeza, incenso em honra à sua Divindade, e mirra em respeito e em devoção à sua humanidade.
Herodes Magno, Governador da Judéia, ao saber pelos escribas e sábios da corte, da presença dos orientais e que o "Rei dos Judeus" segundo a Escritura Sagrada nasceria em Belém, ficou com ciúmes e em sua mente doentia nasceu o medo de perder o poder. Perverso e de má índole, planejou matar JESUS. Convidou os Magos à visitá-lo e ensinou-lhes o caminho para Belém, fazendo-lhes uma solicitação: "quando retornassem, deixassem com ele o endereço do MENINO, porque ele também desejaria adorá-LO." Entretanto, depois que estiveram com a Sagrada Família, os Magos foram avisados em sonho pelo Anjo do SENHOR sobre as intenções de Herodes e por isso, retornaram à sua pátria pela estrada de Hebron, não voltando a Jerusalém para informar ao terrível governante, onde estava oMENINO-DEUS.
Da mesma maneira, a Sagrada Família também foi avisada em sonho, que Herodes mandaria uma guarnição militar a Belém para eliminar JESUS. Por isso, foram recomendados a fugirem para o Egito e lá eles deveriam permanecer até a morte do Governador.
Herodes ao saber que os Magos tinham retornado ao Oriente, sem avisa-lo, ficou enfurecido. Mandou uma patrulha de soldados a Belém, com a ordem de matar todas as crianças com menos de dois anos de idade, com a intenção de matar JESUS. Então aconteceu o abominável e covarde massacre de inocentes, com a morte de centenas de crianças, que se tornaram os primeiros mártires da Igreja (eles perderam a vida no lugar do Redentor). (Mt 2,16-17)
Seis meses após, JOSÉ, MARIA e JESUS, foram novamente avisados pelo Anjo do SENHOR, de que Herodes tinha morrido e que eles poderiam retornar à pátria. Eles pretendiam regressar à Belém, mas foram prevenidos que o sucessor de Herodes Magno no Governo da Judéia era o filho Arqueláu, tão cruel e maldoso como o pai. Por esse motivo, decidiram voltar à Nazaré.
Naquele pequeno lar em Nazaré da Galiléia puderam finalmente cultivar tranquilamente a vida familiar. JESUS aprimorava-se no aprendizado de carpinteiro, ajudando JOSÉ de maneira tão eficiente como só ELE sabia fazer. Não é difícil imaginar os diálogos que normalmente ocorriam, na sequência dos afazeres cotidianos: "Filho, vai ao mercado e compre uma lâmina nova para a serra; também uma porção de cravos e uma talhadeira. Ao regressar, passe na casa do Ezequiel e veja se ele está melhor da saúde, dê-lhe o meu abraço e os votos de pronta recuperação". E por certo, as coisas aconteciam assim, JOSÉ e MARIA viviam dedicados ao trabalho, mas também mergulhados profundamente no Mistério de JESUS. Eles nunca duvidaram da veracidade das promessas de DEUS, mesmo diante das dificuldades que surgiam no cotidiano e na rotina dos dias sempre misteriosa para eles, mas repleta de felicidade. Da mesma forma, como acreditamos na presença do SENHOR JESUS na Hóstia Consagrada, eles também acreditavam na presença de DEUS, no Filho que lhes fora confiado. Afinal um mistério exige Fé e não entendimento.
VIDA PÚBLICA DE JESUS
O SENHOR estava com 30 anos de idade, quando JOSÉ foi chamado pelo
PAI ETERNO e partiu para a eternidade. Assim, ELE decidiu que estava na hora de começar a cumprir a fase decisiva de sua Divina Missão.
Foi ao encontro de João Batista, que realizava um Batismo de Penitência no rio Jordão, próximo ao Mar Morto, preparando o povo para chegada do Messias.JESUS num gesto de extrema humildade, assumiu a aparência de um simples pecador, e depois de insistir, foi batizado por Batista, numa demonstração de obediência ao CRIADOR e de amor a humanidade. Na continuidade dos meses, chamou os Discípulos e escolheu os 12 Apóstolos, que foram testemunhas de sua Obra e Ressurreição. Com o maior empenho e a grandeza de um incomensurável amor, executou de maneira admirável a Obra que o PAI ETERNO lhe confiou.
Os judeus, de um modo geral, esperavam que o Messias fosse um rei forte, um grande e destemido guerreiro, para libertar Israel do jugo romano e arrasar todas as nações que ao longo dos anos trouxeram ruína à pátria. Sonhavam e imaginavam seu país com um grande poderio militar, destruindo os inimigos e ocupando territórios, tornando-se uma nação respeitada, construindo o futuro com as notáveis conquistas e vitórias de seu Rei.
Contudo, verdadeiramente o Messias veio, não aquele sanguinário e estrategista, mas um outro muito diferente, que usava armas que eles não conheciam, porque veio ensinar o amor e a construir uma defesa contra o maligno.
JESUS repudia a guerra contra Roma, quando define: "Daí a César o que é de César"... (Mc 12,17); JESUS destrói o reino de Satanás, afugentando os demônios e todos espíritos impuros, que torturavam os possuídos, incita o respeito às Leis, a prática do bem, da justiça, da retidão de comportamento e da obediência aos Mandamentos de DEUS.
ELE se fez ouvir nas sinagogas, lendo textos bíblicos e explicando-os de modo autêntico, com uma linguagem simples, fácil e admirável, encantando a todos. Falava com uma autoridade que os escribas e fariseus estavam muito longe de a possuir, e fazendo o bem, mesmo de modo discreto e natural, ficava em evidência com os exorcismo que operava e pela quantidade notável de milagres que fazia, curando doentes, recuperando a visão aos cegos, restituindo a saúde à todos que O procuravam. Por isso o povo começou a se agitar, todos queriam segui-LO para onde fosse, invocando o nome do Messias e agradecendo a DEUS pela presença Daquele Notável Enviado.
Não obstante, a maioria do povo judeu permanecia firme em sua convicção, esperando um Messias que fosse um grande Chefe político e militar. E por isso, diante da realidade
de JESUS, começaram aparecer os descontentes, os fracos e incapazes, que não tem persistência nos ideais, os comodistas que não tem ânimo para praticar os esforços que a doutrina do SENHOR exigia. Revoltam-se contra ELE, tecem intrigas e calúnias, planejando elimina-lo. JESUS foi preso, submetido a um julgamento tendencioso e falso, foi barbaramente flagelado e condenado a morrer na cruz. Silenciosamente sofreu todas as injúrias, as blasfêmias e os maus tratos, como se aqueles atos fizessem parte do normal processo de condenação. E procedeu assim, pela grandeza de sua misericórdia e por sua perseverante e heróica obediência ao PAI ETERNO objetivando levar o cumprimento de sua missão até o fim. ELE assumiu todos os pecados da humanidade, os acontecidos anteriormente e todos aqueles que foram praticados até em sua época, e como um desprezível bandido, morreu crucificado entre dois ladrões. Todavia oCRIADOR O Ressuscitou e colocou na glória eterna o FILHO dileto que dignamente cumpriu a sublime missão de Redimir e Salvar todas as gerações, deixando meios eficazes para cada pessoa santificar a sua existência, ser feliz nesta vida e alcançar a eternidade.
MARIA de Nazaré foi a MÃE preciosa que o SENHOR precisava, porque sempre esteve ao lado do FILHO, zelando por suas necessidades e LHEdedicando os melhores carinhos maternos. Cuidava da limpeza e do abastecimento do lar, da refeição de seu FILHO, de sua saúde, assim como da confecção e digna apresentação das roupas que ELE usava. NOSSA SENHORA era muito hábil e prendada no labor artesanal. Foi Ela quem caprichosamente elaborou a túnica que JESUS usava. São João descreve que era inteiriça, inconsútil e tão bem acabada, que até os centuriões romanos, na "hora" da Cruz, não quiseram dividi-la, decidiram pela sorte, quem ficaria com a posse daquela bonita e útil vestimenta. (Jo 19,23-24)
A verdade é que MARIA, por sua admirável sensibilidade, sempre soube estar presente nos momentos certos, para auxiliar o seu Divino FILHO JESUS. Até nos momentos mais difíceis, estava presente para manifestar palavras de consolo, envolvendo o seu FILHO com uma ternura especial e o calor de seu imenso e apaixonado amor de MÃE, que amenizava as dores DELE, as decepções e aliviava os seus abomináveis sofrimentos.
A verdade é que MARIA, por sua admirável sensibilidade, sempre soube estar presente nos momentos certos, para auxiliar o seu Divino FILHO JESUS. Até nos momentos mais difíceis, estava presente para manifestar palavras de consolo, envolvendo o seu FILHO com uma ternura especial e o calor de seu imenso e apaixonado amor de MÃE, que amenizava as dores DELE, as decepções e aliviava os seus abomináveis sofrimentos.
Maria nossa mãe - Parte III
A DÚVIDA DE JOSÉ
Com três meses, a gravidez de MARIA já se fazia notar. De modo que chegando a Nazaré, seus pais, parentes e amigos, exultaram com a novidade, porque embora ainda estivesse "noiva", no período chamado "Condução", a gravidez era considerada legal.
Entretanto, José não estava entendendo o que ocorria com sua noiva. Mesmo com íntegra formação religiosa, tendo plena convicção das virtudes de MARIA, ficou confuso e perturbado, afinal, como justificar aquele acontecimento?
MARIA, entretanto, apesar de compreender e perceber o drama de José, sentiu interiormente que não devia tomar a iniciativa de explicar o fato, preferiu silenciar, porque na verdade o ocorrido estava no domínio de DEUS e ninguém melhor do que ELE para encontrar o momento oportuno a fim de providenciar os necessários esclarecimentos. Simplesmente confiou e esperou.
Mas sem compreender e não encontrando explicações para a gravidez de sua noiva, "José seu esposo, sendo justo e não querendo difama-la, resolveu repudia-la em segredo". (Mt 1,19)
Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o SENHOR havia dito pelo profeta: "Eis que a Virgem conceberá e dará luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, que significa DEUS CONOSCO". (Is 7,14)
José ao despertar, agiu conforme o Anjo lhe ordenara, pois estava tranquilo, tinha recuperado totalmente o equilíbrio emocional, afastando para longe a tentação demoníaca que colocava a malícia em seu pensamento.
O CASAMENTO DE MARIA
Cumprindo o último ato para o matrimônio perfeito, de acordo com os Santos desígnios de DEUS, com muitas festas foi celebrada as Bodas de José e MARIA.
Naquela época o Casamento era constituído de três partes: Desponsório (que era o Noivado), Condução (período intermediário) e as Bodas (Casamento propriamente dito).
No Desponsório era feito o Contrato de Casamento, que podia ser escrito ou oral. Em ambos os casos, na presença de testemunhas e quando também era combinado o que a noiva receberia de dote.
Entre os Esponsais (Noivado) e a Celebração das Bodas ou Núpcias, decorria um intervalo de tempo, que pela lei podia chegar até doze meses. Este período chamava-se Condução. Nele, os noivos viviam separados, mas podiam usar de direitos matrimoniais, pois o Contrato de Casamento outorgava posse no sentido estrito, e por isso, se chegassem a ter filhos neste período, a prole era considerada legítima.
No dia acertado para a Celebração das Bodas, o esposo ia a tarde, em traje de gala, acompanhado de amigos e músicos à casa da noiva. Formava-se então o cortejo, um espetáculo de grande pompa e júbilo. Enquanto grupos de virgens dançavam e entoavam epitalâmios, trazendo uma grinalda de flores numa das mãos e uma lâmpada acesa na outra, címbalos, tambores, pífaros e flautas, em estrondosa algazarra, convidava o povo à participar da mesma alegria. O clímax de todo Casamento era o banquete. Apenas os esposos entravam no seu domicílio, começava o Banquete Matrimonial que geralmente durava uma semana, e era sempre cenário de muita confraternização entre os participantes.
Por certo, assim também foi o Casamento de José e MARIA.
NASCIMENTO DE JESUS
José que tinha nascido em Belém, viajou para lá com a esposa, para cumprir um dever cívico e atender a ordem emanada do poder romano, muito embora MARIAjá se encontrasse no final da gravidez.
Por essa razão a viagem não foi em caravana, devem ter utilizado atalhos e caminhos secundários, para não transitarem pela estrada principal. Deve ter sido uma viagem calma, bem vagarosa, somente o casal utilizando burricos mansos, com diversas paradas e pernoites, em locais ermos onde não despertassem atenções.
Assim, com paciência e todas as dificuldades do percurso, venceram o trecho mais perigoso e repleto de riscos, entre Nazaré e Jerusalém, e logo seguiram para Belém, distante apenas 8 quilômetros.
Como não existia hotéis, a hospedagem era feita em casa de parentes e amigos, ou em cabanas de tecido, ou em grutas ou no "Khan" (Cão Palestinense). Este era um tipo de albergue onde abrigavam as caravanas e os viajantes, porque ali ficavam resguardados dos ladrões e bandidos. Sua construção era feita com pedras e argamassa e tinha o formato retangular, com muros bem altos e uma única porta. Encima dos muros existia duas ou três vigias, onde ficavam guardas armados.
Internamente junto ao muro havia uma cobertura em meia-água, de um tipo de lona, onde se abrigavam as pessoas. Os animais e as cargas ficavam ao ar livre, ocupando a parte central do Cão.
José e MARIA encontraram Belém com grande movimentação de pessoas, pois estavam nos últimos dias do recenseamento, por este motivo, não encontraram nenhum abrigo satisfatório, apesar de terem procurado as casas dos parentes e amigos. No Cão da cidade com certeza havia vaga, porque na realidade naqueles abrigos sempre tinha lugar para mais um ... Contudo, não era recomendável que ficassem, porque ali dormiam, comiam, bebiam, rezavam, discutiam, negociavam, brigavam, nasciam e morriam, todos juntos, gente de todos os níveis e costumes, amontoados no meio dos animais ao ar livre, ou embaixo da cobertura de pano. MARIA e José não iriam se instalar naquele ambiente e deixar que ali nascesse o MENINO-DEUS, no meio de tanta confusão, sob os olhares curiosos da multidão aglomerada. Por isso, preferiram uma gruta próxima, que as vezes servia de estrebaria. No seu silêncio e abandono, ainda representava um lugar mais digno e respeitoso.
"Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na estalagem". (Lc 2,6-7) Sim, porque na estalagem o lugar era por demais público para nascer o FILHO DE DEUS.
E assim, cumpria-se mais uma profecia sobre o nascimento de JESUS, o CRISTO SALVADOR: "E o Verbo se fez Homem e habitou entre nós". (Jo 1,14)
Terminada aquela movimentação de pessoas, por causa do recenseamento, a Sagrada Família mudou-se para uma pequena casa onde passaram a viver.
Maria nossa mãe - Parte II
ANUNCIAÇÃO DO ANJO
Certa tarde, tinha MARIA terminado as ocupações domésticas e descansava em seu quarto. Meditava sobre a verdade dos papiros sagrados, sobre o seu noivado
com José e sobre o seu incontido e irrefreável amor por DEUS. Eis que de súbito, apareceu-lhe um Anjo do SENHOR. MARIA tremeu de emoção... E com o susto do inesperado colocou-se de pé. Muito embaraçada, fitou-o em silêncio. O Anjo sorrindo cumprimentou-lhe: "Alegre-te cheia de graça, o SENHOR está contigo"! (Lc 1,28)
Ouvindo a saudação ficou admirada e deve ter pensado: "Mas o que é isto, meu DEUS"? E respondendo ao cumprimento, inclinou levemente a cabeça, permanecendo em silêncio e olhando para ele. Manifestando júbilo, o Anjo procurou tranquiliza-la, dizendo-lhe que era o Arcanjo Gabriel e estava cumprindo as ordens do Céu: "Não tenhas medo MARIA! Encontraste graça junto de DEUS". (Lc 1,30) E revelou que o PAI ETERNO lhe tinha cumulado de graças e que ela era alguém muito especial no Paraíso Divino. E continuou: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de JESUS. ELE será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o SENHOR DEUS lhe dará o trono de Davi, seu pai; ELE reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim". (Lc 1,31-33)
MARIA sentiu aquele frio gostoso e indefinível da satisfação. DEUS correspondia ao seu amor, ao seu profundo e ardente amor que a ELE havia consagrado com todo o ímpeto de sua alma e com a maior intensidade de sua vida. Por isso, ficou visivelmente perturbada de emoção... Mas, lembrando o seu voto de castidade perpétua, indagou ao Arcanjo: "Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum"? (Lc 1,34) Respondendo ele disse: "O ESPÍRITO SANTO virá sobre ti, e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado FILHO DE DEUS". (Lc 1,35)
Houve um silêncio absoluto ... A natureza parou, as aves não gorjeavam mais, a expectativa era geral ...
Para MARIA, no entanto, em toda a sua simplicidade e modéstia, era uma pausa necessária para respirar, para recuperar o fôlego de seus sentidos, tão excitados pela Bondade Magnânima e Infinita do CRIADOR. E veio o SIM tão esperado ... O SIM que nos trouxe o SENHOR JESUS, o Salvador e Redentor de toda humanidade. OSIM que nos legou a misericórdia Divina e nos proporcionou a Vida Eterna, porque neutralizou a intensidade do Sim de Eva, aquele Sim da primeira mulher ao Anjo das Trevas, que originou o Pecado e a Morte.
Então disse MARIA: "Eu sou a serva do SENHOR; faça-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1,38)
A partir daquele instante, DEUS completou o Decreto da Anunciação. Despediu-se o Arcanjo Gabriel e MARIA não ficou sozinha, começava a Santa Gravidez de NOSSA SENHORA.
NAS MONTANHAS DO HEBRON
Refeita daquela extraordinária surpresa e controlando no coração as inolvidáveis emoções, MARIA lembrou-se de sua prima e da necessidade de ajuda-la na fase final da
gravidez, por motivo de sua avançada idade.
Conversou com seus pais e José, abordando o fato da gravidez de sua parenta e ponderou sobre a importância de visitá-la e prestar-lhe serviços, até que ficasse restabelecida. Eles concordaram e Joaquim que sempre viajava para Jerusalém, a fim de realizar transações comerciais, prometeu levar a filha na primeira oportunidade, que logo se concretizou: "Naqueles dias MARIA pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá". (Lc 1,39) Naturalmente seu pai estava em sua companhia, junto a uma pequena caravana de mercadores que passara por Nazaré, para se protegerem contra os muitos ladrões e bandidos que infestavam a região.
Percorreram os 140 quilômetros de estrada tortuosa e cheia de pedras até Jerusalém. Lá, ele permaneceu para trabalhar e MARIA seguiu sozinha caminhando 6 quilômetros que separavam Jerusalém de Ain Karin, onde morava a sua prima.
O encontro das duas mulheres foi ao mesmo tempo solene e repleto de alegria, uma visita diferente de tantas outras, primordialmente porque estava envolvida pelo mistério da maternidade das duas primas. A satisfação de MARIA em servir a Isabel transbordava numa aparente felicidade, num momento tão importante de sua vida: "Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel". (Lc 1,40) A prima ao ouvir a saudação, provavelmente um afetuoso "shalon", experimentou uma comoção que não era meramente uma surpresa, porque "quando Isabel ouviu a saudação de MARIA, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do ESPÍRITO SANTO". (Lc 1,41) Em seu ventre a criança se movimentou ao ouvir a voz suave daquela que estava repleta do ESPÍRITO SANTO e tinha sido escolhida para MÃE DE DEUS. Por essa razão, também Isabel ficou repleta do ESPÍRITO DO SENHOR e chorou jubilosamente. Ela e seu esposo já idosos, recebiam duas graças muito especiais: DEUS ouviu as suas súplicas e concedeu-lhe um filho na velhice, eliminando a chancela discriminatória de ser considerada castigada por DEUS, imposta pela própria comunidade onde vivia, porque não tinha filho; e uma segunda graça por ter ao seu lado a auxilia-la, sua querida prima, a SANTA MÃE DO SENHOR. Por isso, consciente dessa verdade, inspirada pelo ESPÍRITO exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vêm que a MÃE do meu SENHOR me visite? Pois quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do SENHOR, será cumprido"! (Lc 1,42-45)
Como era comum nas famílias orientais, MARIA compôs de improviso um maravilhoso poema chamado "Magnificat" , um verdadeiro hino de louvor a DEUS, todo ele com expressões extraídas dos manuscritos sagrados, que ela conhecia muito bem, e onde agradece ao CRIADOR a maravilha da Encarnação. Disse MARIA: "A minha alma engrandece o SENHOR, e o meu espírito exulta em DEUS, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é Santo, e sua misericórdia perdura de geração em geração, para
aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos, e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia, - conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre"! (Lc 1,46-55)
Nascido o filho de Isabel, no oitavo dia, de acordo com a lei, a criança foi circuncidada e recebeu o nome de João Batista, o destemido e notável Precursor do SENHOR JESUS.
"MARIA permaneceu com ela mais ou menos três meses, e voltou para a sua casa" (Lc 1,56), naturalmente numa caravana e acompanhada de um parente.
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